blog novo

A partir dessa data meu novo endereço de poesias é:

www.petersonxavier.blogspot.com/

acessem!

O endereço mudou mas o conteudo está cada vez melhor!



Escrito por Peterson Xavier às 19h50
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Aos guerreiros malabaristas

 

Mais uma vez soa a sirene para a batalha, a terceira sirene. A tinta camufla os rostos marcados, os uniformes surrados de tantos e tantos outros combates, vestem os corpos dos diferentes guerrilheiros, muitos ainda não sabem ao certo que estão em guerra, e mesmo inconscientemente, lutam... Lutam com o inimigo invisível, lutam contra eles próprios, lutam, lutam e lutam... Armados com sentimentos e poesia, de palavras de protesto e amor, eles afrontam incansavelmente o cotidiano estúpido, a munição não é escassa,  cada gesto vale um tiro, cada frase é uma granada a cada avanço uma vitória... Eles atiram, se esquivam e lutam...

E assim caminham os guerrilheiros, até o ultimo sopro: lutando, sofrendo,  furando cercos, quebrando barreiras, ultrapassando limites, bradando o grito de liberdade e vitória... Vivendo em meio à pobreza, eles lutam contra a desigualdade, sofrendo com a miséria humana, eles afrontam a injustiça, resistindo as armadilhas do mundo, eles chamam os seus, para juntarem-se à causa...

Esses Guerrilheiros são "Feios"  e amam o belo, são "Sujos"  de alma limpa, e são "Malvados"  que se opõem ao mal... Eles são "Feios Sujos e Malvados" e no entanto criam arte! >


Escrito por Peterson Xavier às 13h52
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Mensagem de Aniversário

Desde o dia em que "chegamos a esse imenso cenário de dementes", a ampulheta de nossas vidas derrama a areia sem cessar um só segundo.  A cada instante que passa estamos mais velhos, com certeza quando terminar de escrever já não serei o mesmo que começou, nem os que tiverem a calma de ler até o fim, serão os mesmos, pois estarão 176 palavras, 827 caracteres e 7 números mais velhos.

Nossos dias são curtos, estamos morrendo desde que nascemos, façamos que essa morte, que teimamos em chamar de vida, seja agradável a todos. Estamos perecendo, mas nem por isso devemos nos deixar morrer, o tempo é curto, não o encurtemos mais ainda. Não nos prendamos a mesquinharias, a velhacarias que tornam nossa morte, ou vida, sem sentido algum.

Morramos, mas de bem com a vida, de bem com o mundo, e de bem conosco.



Escrito por Peterson Xavier às 18h19
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Segredos e sombras

Silêncio e sombras

Sombras e sentimentos

Saudades das sombras

Sombras de outro tempo.

 

Saudade do que aconteceu

Saudade do que esta por vir

Passado que nunca morreu

Uma sombra sempre a existir.

 

São distintos espectros a boiar pelo teto

Farrapos de sombras que vem de repente

Fragmentos negros a flutuar pelo chão.

 

Frações de nós mesmos cheios de afeto

Em meio a luz que aos poucos se acende

Uma companhia em meio à escuridão.



Escrito por Peterson Xavier às 14h37
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S de Sonho

Somos seres sonhadores,

Sobrevivendo em uma sociedade, simplista e sádica.

Semeadora de um sistema selvagem

Sacrificando seus seres sarcasticamente

Sem sequer sensibilizar-se.

Satisfazendo sua sede de sangue

Sozinha na sua sujeira.

Sentenciando-nos a sermos sofredores.

Simulada com seu sorriso simpático

Segrega os seres simples e seduze-os a serem seus servos.

Somos sombras sensíveis suplicando seriedade,

Semeando sinceridade e sentimentos.

Somos simplesmente sombras

Sorrindo singelamente,

Sangrando e sofrendo solitariamente.

Somos somente sombras... solitárias sombras...

Sombras sem subordinação,

Sonhando em silencio, em suspiros.

Sonhos não são só sonhos só!

Sim! Superaremos o sarcástico sistema.

Seremos sempre sombras soturnas sussurrando secretamente socorro?

Não!



Escrito por Peterson Xavier às 14h35
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Pra se Fazer poesia

Pra Fazer poesia realmente

é preciso ter o espírito alterado,

é preciso estar um tanto quanto contente,

ou mesmo um tanto mais irritado.

 

Pra se fazer à verdadeira poesia

serve qualquer sentimento que extasia:

É necessário um bocado de paixão,

ou quantia mui grande de ilusão

 

É mister ser um tanto rebelado,

é preciso ter o encéfalo atordoado,

deve existir muita contradição

deve conter o sim e também o não.

 

Deve-se possuir um bom amigo.

É preciso ter um objetivo.

É preciso não temer o perigo.

É imprescindível ser mui emotivo.

 

É preciso muito para se fazer poesia:

um misto de raiva, dor, riso e melancolia.

É preciso ter muito ódio ou muito amor para dar,

é preciso grandes sonhos e vontade de os realizar.

 

É preciso uma saudade imensa

que o peito já não suporta,

Ou mesmo a carótida tensa

A beira de uma revolta

 

Pra fazer a poesia verdadeiramente,

pra se fazer poesia com decência

é preciso ser um tanto inconseqüente,

acima de tudo é preciso lucidez e consciência.

Escrito por Peterson Xavier às 19h27
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Escrito por Peterson Xavier às 19h58
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A de Alerta

Andamos atordoados! Amargamente acuados, ante as atrocidades.

Alegremente alucinados, ante as aleivosias alocadas às almas aflitas.

Avistamos a amargurada adolescência algemada.

Assistimos a agressões, acostumamo-nos a algozes assassinatos.

Aceitamos alegremente as angustias.

Andamos abitolados ante ao abismo.

Abruptamente atinge-nos abscessos que afligem e amedrontam.

Abstenham-se a aceitar as armadilhas atrozes.

Asperamente ataquemos as atribulações agressivas.  

Arduamente afrontemos as alucinações.

Abramos a alcova, arrebentemos as algemas.

Acreditem! Ainda aboliremos a aristocracia asfixiante.

Avante e alerta. Andemos adiante.

Alertemos aquém e alem, acima e abaixo.

Afastemos a ameaça autoritária.

Ansiemos, a alvorada âmbar, a alacridade ausente de ambição.

Amemos agora! Amemos amanhã!

Amemos a arte audaciosa, antagônica ao absurdo amiudado!

Avistemos alem do agora!

Assim atingiremos a alegria!

Acordemos!

Andaremos amarrados às amoralidades animalescas?

Não!  



Escrito por Peterson Xavier às 18h51
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Certificado de participação e menção honrosa no segundo concurso do causos do eca!!!

Viva a literatura!!!



Escrito por Peterson Xavier às 19h58
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A busca da poesia

Busco a poesia concreta feita de cal e cimento, de sangue e suor, de lama e lamento, da poeira de nós.

Uma poesia simples; de poucas palavras e muitas batalhas, de precário argumento, mas muito sentimento.

A poesia do palco, dos mágicos minutos, que nos permitem ser um, através de muitos.

A poesia do sonho da eterna infância, não na terra do nunca, mas na terra do sempre.

A poesia feita de crianças, de sorrisos, de esperanças que nos mantém vivos para cima e para além.  

O encanto do amor, do amor a si próprio, do amor a alguém, do amor a uma causa.

Da luta contra a injustiça, contra as maldades. A favor dos sonhos que podem tornar-se realidade.

Não sou de Moraes nem venho de Holanda, não me chamo Neruda, tampouco Quintana.

Chamo-me poeta, pois assim me disseram. Chamam-me de poeta não porque saiba escrever, mas porque sei sentir, lutar e viver.



Escrito por Peterson Xavier às 13h50
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M de miséria

Mundo mergulhado em muita maldade.

Mendigos massacrados.

Meninas, meninos marginalizados.

Muita morte, muito medo, muita miséria.

Marchamos mudos, melancolicamente em meio ao mar de mortos.

Merecemos um mundo melhor.

Mas a minoria menospreza a maioria.

Milionários mesquinhos mandam.

Miseráveis, mendigos e meninos morrem.

Militares mercenários matam.

Militares manipulados morrem.

Miseráveis maldosos matam!

Moradias? Masmorras!

Morro? Motivo de medo!

Medo? Da morte!

Madrugadas? Massacres aos miseráveis!

Morte? Aos mendigos maltrapilhos!

Merecemos um mundo melhor!

Morremos minuto a minuto!

Merecemos melhorias!

Mas, mediocremente morremos mudos.

Merecemos menos medo, maldade e morte misturados

Marcharemos mudos, morrendo miseravelmente?

Não!!!



Escrito por Peterson Xavier às 19h08
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Voe

Ame. Não importa o que você faz na vida, faça com amor. Não faz diferença de quem você tem na vida, ame quem você tem. Ame imensamente a vida, não só a sua, mas a de todos. Tenha amor por si próprio, não tenha amor apenas no coração, transborde seus beijos de amor, carregue amor em seus abraços. Sorria sempre e de tudo, sorria das coisas tolas e também das mais belas, de sorrisos pequenos e também grandes gargalhadas. Só é possível ser feliz quando se sabe sorrir. Explore-se! Mergulhe em seu interior e se afogue em novas descobertas, explore suas possibilidades ultrapasse seus limites. Não se pode dar passos maiores do que as pernas, mas as vezes é necessário dar saltos longos. Surpreenda-se, quebre barreiras, vença obstáculos.Descubra seus caminhos, aceite as mudanças, procure as mudanças, pense adiante e não deixe que nada te afaste dos seus objetivos, persista sempre. Chore, seja sensível. Emocione-se não queira conter as lagrimas, não endureça seu coração. Sua sensibilidade o torna humano, o choro não é sinal de fraqueza. Não tema o ridículo, faça papel de ridículo, lembre-se: “o ridículo é não tentar”. O medo do ridículo é extremamente ridículo, ser ridículo é ter coragem para enfrentar esse mundo ridículo. Enfrente seus medos, enfrente a si mesmo, enfrente aquilo que te perturba. Seja sincero, não finja ser aquilo que você não é. Aprenda a aceitar suas derrotas, aprenda a vencer sem necessitar de vencidos, busque o topo, mas não passe por cima de ninguém nessa busca, ninguém merece ser pisado e ninguém te dá esse direito. Planeje o seu futuro, mas não queira vivê-lo agora. O futuro só poderá ser vivido quando for presente e então ele não será mais futuro.

Humanize-se! Olhe para o céu, abra suas asas e voe para o alto, para o infinito, para alem do infinito. Chore, ame, sorria e voe!



Escrito por Peterson Xavier às 15h07
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Há tempo

Há tempo

Há tempo de amor, de angustia, de dor.

Há tempo de alegria, de sonhos de fantasias.

Há tempo de sofrimento, mas não a todo momento.

Há tempo de parar pra pensar no que se faz na vida.

E há tempo para se pensar no que ainda se tem pra fazer.

Há tempo pra dar um tempo, há tempo que não se tem tempo.

Há tempo pra não se fazer nada, tempo pra contar piada.

Há tempo de se ficar irritado, há tempo que da tudo errado.

Há tempo em que se acerta, há tempo em que o tempo aperta.

Existe tempo de mudança e tempo de persistir.

Tempo de felicidade, tempo pra poder sorrir.

Tem tempo de esperança existe tempo de glória.

Tempo para poder comemorar a vitória.

Existe tempo de desespero, de angustia e ansiedade.

Ainda haverá um tempo que todos dirão a verdade.

Há tempo para se esquecer e tempo pra recordar.

Existe tempo de paz e tempo pra se revoltar.

Tem tempo pra se arrepender e tempo para chorar,

Mas cuidado que o tempo não volta,

Tem coisas que não podemos reparar.

O tempo não para, o tempo flui.

O tempo não gira, o tempo evolui.

O tempo não acelera e também não se demora.

Perguntam-me do meu tempo.

O meu tempo é agora.



Escrito por Peterson Xavier às 16h23
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Um Verso que seja

Pedes-me o impossível ó minha dama querida. Não tenho capacidade de escrever-lhe uma só linha, seja em verso seja em prosa ou qualquer outra forma de minha poesia tão pobre.

Poderia fazer metáforas e comparar-te a lua, mas não quero ofender-te, pois a lua é tão pequena, e por mais que ela seja linda, clara pura e serena, não possui a tua alma, teu caráter, teus dilemas.

Poderia comparar-te as estrelas, e mesmo assim seria pouco, pois o brilho que elas possuem tu guardas dentro dos bolsos. Tens um brilho intenso que lhe sai de dentro da alma, que é de causar inveja à própria estrela Dalva.

Não posso comparar-te nem mesmo ao universo em minha pobre literatura, em meus farrapos de versos. Por mais que ele seja gigante, enorme e infinito diante de tua grandeza ele fica reduzido.

Não consigo comparar-te com a grandeza da noite e nem com a clareza do dia. Não consigo escrever-te se pudesse assim o faria. Não posso escrever-lhe, pois você minha querida, é a própria poesia.



Escrito por Peterson Xavier às 17h22
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Você Mulher


Você que é mulher, mulher de guerra e batalha, mulher da vida que nessa vida come migalha.

 

Você que é mulher é do sexo forte, que quando é preciso enfrenta a morte.

 

Você que é mulher é mais que rainha, se engana quem diz que você é só cama e cozinha.

 

Você mulher é o esplendor seja na guerra ou no amor.

 

E você mulher que não se dá valor, que não sofreu como outras a angustia e a dor.

 

Outras se levantaram contra injustiças, lutaram pela igualdade,

 

e você mulher que não sabe disso não faça mal uso dessa liberdade.

 

Seja mulher, não seja vulgar, seja mulher aprenda a lutar, seja mulher não deixe de amar.

 

Os homens machistas que fiquem quietos, pois você é mulher e não objeto,

 

Aquelas que pensam em só curtir a vida, lembrem-se você é mulher e não é comida.

 

E você que ainda não sabe o que quer, pense, pois você é mulher.




Escrito por Peterson Xavier às 14h45
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Viagem Noturna

Já faz um tempo que viajei... Não precisei de bagagem e nem a desejei. Parti como poeira, que não houve como alguém notar. E nessa pulverização cósmica fui soprado pelo canto dos ventos e subi imensamente além do universo visível e deparei-me com todos os astros: as estrelas, nebulosas, galáxias, e fui descendo lentamente até que, como se, se oferecesse a mim, encontrei a lua... A quem extasiado me entreguei. E me entregando deste modo à pequenina dama do céu, desvendei teus mistérios e trocamos segredos assim como fazem duas crianças, peguei emprestada sua resplandecência e em troca lhe entreguei o meu amor. E mesmo ela estando nua, não sentiu pudor em me acolher em teu seio, seio onde pude observar a terra e notar quão grandes e feias eram as suas crateras.

Muito horrível me parecia tudo lá de cima, homens vivendo como lixo, quanta desonestidade, perversidade, injustiça e intolerância dali eu vi, quanto nojo senti de mim mesmo por pertencer àquela raça cuja alma era repugnante a mim e a minha menina. Foi nesse momento que compreendi o verdadeiro significado daquilo a que o homem atribuiu o nome de lua nova, notei que as noites em que a musa se ausenta do céu, são aquelas em que vira a sua face diante da pobreza do ser humano, em que se recusa a olhar para o planeta “destruição”. Continuei a observar descontente o lugar de onde vinha, procurando entender, achar motivos que me explicassem o que eu via...

E nessa observância contínua, vi crianças a brincar de amarelinha, vi pessoas tornando-se dez ou vinte para cuidar dos pequenos, vi poetas e artistas, vi olhares enamorados mirando a lua... E pude ver “seres humanos!”. E logo percebi o porque do sorriso prateado que se faz presente nas noites de lua crescente. Esse sorriso que demonstra toda alegria existente em minha Rainha noturna que se encanta com a grandiosidade de meu planeta... E se torna lua cheia novamente, cheia de amor, de alegria e de esperança! Finalmente compreendi os quatro ciclos na escuridão do céu.

E ao termino dessa minha viagem amei demoradamente a lua, amei delicadamente as estrelas, amei com brandura todos os astros, e amei mais loucamente do que nunca, com mais afeição do que jamais tive, com mais intensidade que eu já pude imaginar a terra. E hoje de regresso de minha viagem continuo a amar a minha dama da noite. E por vezes ajo como a mesma, virando o rosto, escondendo-me do mundo, envergonhando-me de tudo que existe em meu paneta, mas sempre o olho novamente e vejo o que realmente vale a pena. E por isso o amo sempre. E enquanto ainda o puder ver, o verei com ternura, com carinho e amor.



Escrito por Peterson Xavier às 13h39
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Sorriam

Senhoras e senhores. Respeitável público.Sejam bem vindos a esse espetáculo, cujo palco é este planeta chamado terra, onde o horrível é belo e o direito a vida só a poucos pertence, onde as letras escritas com sangue são consumidas aos montes, pois o amor, carinho,solidariedade e a arte são considerados adereços sem muita importância.
Nesse espetáculo a personagem principal não é nem um galã. Não, seus gestos cavalheirescos não surtem tanto efeito de êxtase em uma platéia que se deleita ao ver cenas de horror que ocorrem diariamente com nossas crianças, Suas palavras doces não podem competir com a rajada de insultos, proferidas pelos ferozes leões que destroçam brutalmente os cristãos nos coliseus da televisão.
Levantem-se e aplaudam a estupidez humana, prestigiem a hipocrisia e o homem de mãos dadas formando um belo casal, brindemos juntos por todas as crianças sem escola. Elevem agora os vossos espíritos para receber com toda a intensidade e vigor o descaso, sorriam das desgraças alheias, festejemos a nossa vaidade, pois por ela esquecemos o próximo e alimentamos os nossos preconceitos.
Não se preocupem caros amigos e espectadores, tive a prudência de não permitir nenhuma cena que possa causar eventual choque em vossas senhorias, portanto nenhuma criancinha correndo em um parque de diversões ou com um urso de pelúcia deverá aparecer em nosso show, mesmo porque cenas de ficção não fazem parte de nosso repertório, portanto fiquem despreocupados e se deleitem com a celebração da fome e do ódio, unamo-nos e mostremos a nossa ignorância.

Peterson Xavier

Escrito por Peterson Xavier às 20h06
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Chuva Triste

Ao cessar a chuva parei em frente a uma calha,

A mesma que aparara as águas da chuva em seus braços metálicos...

Fiquei algum instante maravilhado com tal episodio.

Observando a água que caia sem cessar...

E as gotas como se marcassem o tempo,

Como se contassem os segundos me fizeram pensar.

E sem me dar conta, fui sendo tomado por um enorme entristecimento,

Ninguém pode imaginar o que senti naquele momento.

Ninguém poderá ver aquilo que ali eu via.

Ao marcar o tempo cada gota que caia,

Percebi que no mesmo momento uma criança morria.

Agora... Agora... Agora...

Então me questionei sobre o que acontece no mundo?

Assim como as gotas que caem morre uma criança por segundo.

Muitas delas morrem de fome, outras por agressão...

Quantos sonhos se perderam, quantos mais se perderão?

Quanta gente desumana que não enxerga nada disso,

E pior é aquele que vê e finge não ter compromisso.

Até quando terei que saber que crianças estão a morrer,

Até quando pessoas tendo o poder continuarão a nada fazer,

Quando poderei olhar a chuva novamente sem me entristecer?

  

Peterson Xavier



Escrito por Poemas de Peterson Xavier às 19h15
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Liberdade

Por muito tempo estive na prisão. Por muito tempo fui prisioneiro e, como todos os outros, fui agredido, insultado, sofri de ultraje, fui humilhado... Por muito tempo senti-me nada.

Tantas vezes tentei fugir da prisão... Tantas vezes foi em vão meu esforço patético em encontrar fuga possível, escalando e caindo de joelhos diante da cela do impossível.

Quanto eu procurei minha liberdade... Liberdade que me deixava cada vez mais preso, mais perdido em minhas grades feitas de imbecilidades... Eu ansiava a mesma liberdade fútil, banal e vulgar que assola toda humanidade...

Noutra tentativa de fuga fui tomado num momento por um súbito pensamento. Percebi que aquelas grades e todo aquele cimento eram feitos pelos meus atos, tudo tinha meu consentimento... Notei que era encarcerado de minhas próprias angustias, trancafiado em minhas incertezas e ilusões... Por muito tempo fui  prisioneiro de mim mesmo...

Quebrei os grilhões da minha ignorância, arrebentei as grades de minha própria estupidez, cortei as amarras da incivilidade, libertei minha consciência, meus sentimentos, meu caráter... E só então pude gritar a plenos pulmões para que toda humanidade pudesse ouvir: “Sou Livre”!



Escrito por Poemas de Peterson Xavier às 19h14
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Farrapos

Farrapos de seres humanos trafegam pelas ruas.

Ódio, rancor, miséria, sofrimento, angustia, desespero...

Sentimentos desfraldados na alma da humanidade.

Molambos apenas molambos.

Tantos sonhos sepultados, tantas vidas jogadas fora...

Afeto, afeição, amor, entusiasmo, emoção; alma.

Pesar, tristeza, desgosto e mágoa.

Marcas das nossas vidas, de nossas histórias.

Momentos de felicidade que apagamos da memória.

Tanta coisa foi feita em favor da humanidade,

Tantos perderam a vida para que outros pudessem viver...

Ando nas ruas e bares, esquinas e lares em todos os lugares e vejo...

Farrapos, apenas farrapos de gente.



Escrito por Poemas de Peterson Xavier às 14h37
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Farrapos (cont)

Procuro nos rostos alguém com ética;

De boas e sólidas convicções, um homem de caráter. 

Não encontro nos farrapos, nesses farrapos de gente.

Amor... Sentimento nobre que para existir basta alguém desejar o bem de outro, ou de alguma coisa: amor ao próximo; amor ao patrimônio artístico de sua terra, amor a si próprio...

Não necessariamente o sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro ser ou a uma coisa, uma devoção, um culto, uma adoração... Que seja amor a uma causa.

Pergunto por amor, e com as vozes mais esfarrapadas o possível responde-me: “Amor? Inclinação forte por pessoa de outro sexo" . Amor  passageiro e sem conseqüência, apenas caprichos.

Será que no meio de tantos farrapos alguém ainda saiba amar?

Ó humanidade maltrapilha, pense ao menos nos pequenos que ainda tem chance de não se tornarem também farrapos...

Nem sei por que escrevo tantas palavras sem nexo, um palavreado solto, adjetivos substantivos, nomes, pronomes, verbos e advérbios acerca de farrapos... De farrapos de gente.  

Não quero que compreendam, nem mesmo espero que leiam meus pensamentos desconexos, nem que entendam minha falta de senso, continuem sendo como são...

Farrapos apenas farrapos de gente.

Que tudo continue nesse estado medonho, horrendo, horrível, desgraçado, fatal.

Continuem sendo farrapos que um dia hei de vê-los gastos, abatidos, exaustos, enfraquecidos, consumidos, esgotados. E assim deixarão de ser pedaços de pano rasgado, andrajos, trapos assim deixarão de ser o que são...

Farrapos apenas farrapos.

 

Peterson Xavier

 



Escrito por Poemas de Peterson Xavier às 14h36
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O cavaleiro da triste figura

Nas noites escuras de céu sem estrelas, carregadas de nuvens escuras, o cavaleiro sabe que para alem das nuvens, a lua brilha linda e soberana...

O cavaleiro foi atacado, mas não derrotado... Nessa imensa batalha o herói permanece em pé, não como as rochas e sim como os sonhos... No punho ainda ergue bravamente a espada da justiça, no peito o coração cansado e valente permanece protegido pela armadura da verdade...Sua fortaleza foi atacada...

E mesmo que tenha sido abalado pelas cruéis investidas da maldade, o cavaleiro não desiste, continua a percorrer sua trilha estreita, movido por sua coragem, sua vontade de viver e por seus sonhos... Sonhos que não surgiram a pouco como esses pesadelos, pesadelos que tendem a desaparecer com a chegada da manhã vindoura.

Nosso herói é diferente dos demais, ele tem medo, fracassos, não possui super-poderes, mas seu poder mais fantástico que qualquer outro, consiste em lutar bravamente mesmo quando tudo parece perdido... E quando tudo parece extinto, quando a batalha parece perdida, o melhor que ele faz é iniciar uma nova...

Peterson Xavier



Escrito por Poemas de Peterson Xavier às 14h35
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Passou da hora

 

Tiranos dominando o mundo, não fazemos nada...

Como continuamos calados, covardes...

Desigualdade, desespero, dividas, dólar, descaso...

Egoísmo, estupidez e estupros.

Formam-se favelas, firma-se falsa felicidade.

Tanta gente gananciosa querendo grana...

Humanos honestos? Honra? Humildade?

Hipocrisia ao invés de ideologia, homens hipnotizados... Humilhação!

Idiotas ignorantes, indiferentes aos indigentes...

Impostos, inflação, indiferença...

Justiça? Jamais! Jovens? Jaula!

Vivemos como lixo, lixo, lixo... Em leitos lastimáveis.

Operários obedecem. Oportunistas obsessivos ordenam... Odeio ostentação!

Paciência? Perdi! Política? Puro pandemônio! População? Pouco preocupada! Periferia? Perpetuo purgatório!

Queixar-se? Quando? Com quem? Quintais quase quilombos.

Racismo, roubos... Rogo respeito!

Salários sarcásticos. Sonhos são sepultados...

Superpopulação, sem saneamento, sem socorro...

Tiranos tripudiam tramando trapaças.

E nós? Até quando viveremos com todas essas desgraças?

 

Peterson Xavier

 



Escrito por Poemas de Peterson Xavier às 14h33
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Minha prece

Queria que todos entendessem nossa triste situação.

Alguém que escutasse em meio a tanta confusão,

 e entendesse e quebrasse as correntes dessa prisão.

Que todos acordassem e saíssem da escuridão.

Que a humanidade aprendesse a usar o coração.

Que o mundo se transformasse num lugar de união.

Que um dia acabasse toda essa exploração,

e que o lucro de todo trabalho não fosse apenas pro patrão.

Que os grandes percebessem que acabou a escravidão,

e onde estivesse alguém ali também existisse pão.

Que o povo percebesse que é mais forte que um batalhão.

Que todos os que lutaram não tenham morrido em vão.

Já chega de sofrimentos basta de solidão.

Que parassem de acreditar no que diz a televisão.

Que todos lessem esses versos com a mesma compreensão.

Compreensão que um dia eu tive e comecei a dizer não!



Escrito por Poemas de Peterson Xavier às 14h31
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P de Pobre

Pobre país, pacato, pacifico, perdido pela podridão do poder,
por políticos passivos.
Política, policia, palácio, palanque...Pura palhaçada.
Pobres presos, pancada, porrada, pólvora, pânico,
pescoços pisados,peito palpitando pouco perfurado pelos patifes.
Pelotões, piquetes! Pra quê?
Pra proteger? Pra prender!
Prostitutas! Preço pago? Pouco.
Parem, pensem!
Por que permanecem políticos pérfidos possuindo poder?
Prepotentes, preconceituosos.
Pergunto: Por quê permitimos?
Parecemos pelegos.
Precisamos parar. Protestar, pois parece piada.
Perecemos pouco a pouco. Procuremos panacéia.
Precisamos pelejar, permanecer piegas.
Paralisar poderosos, palmatória para pilantras,
Poder para o povo pobre. Procuremos a paz.
Precisamos permanecer passeando pela penumbra?
NÃO!!!


Peterson Xavier.


Escrito por Poemas de Peterson Xavier às 21h17
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Um Dia

Ainda chegará o dia em que o homem será bom com o homem, com os animais e com o mundo.
E só então o homem será bom para si próprio.
Ainda chegará o dia que as mascaras sociais não serão mais necessárias,
que todos serão honestos,livres de maldade e falsidade,
e quando chegar esse dia saberemos que se extinguiu a hipocrisia.
Esse dia vai chegar,
e só então todos conhecerão a alegria.
Ainda chegara o dia que a única preocupação do homem,
será a de não ter a certeza de que cumprimentou todos aqueles que encontrou em seu caminho.
Ainda chegara o dia em que as crianças terão um futuro garantido,
os adultos paz e os idosos tranqüilidade.
Ainda chegara o dia em que não precisaremos mais esperar por esse dia.


Peterson Xavier.


Escrito por Poemas de Peterson Xavier às 21h16
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O Dia do Meu Enterro

Que tudo seja verdadeiro!

Se lagrimas nos olhos vierem rebentar,

Com muita sinceridade as deixem rolar.

Que tudo seja real no dia do meu enterro...

 

No dia do meu enterro...

 

Se alguém tiver vontade de rir,

Que ria! Faça o que quiser sem medo.

Mas lembre-se: Sejam sinceros

No dia do meu enterro.

 

No dia do meu enterro...

 

Por favor, não fiquem me elogiando,

Como fazem nessas cerimônias.

Não digam todas essas mentiras medonhas

Quando em estiverem me sepultando.

 

No dia do meu enterro...

 

Não pensem para falar do meu lado escuro.

Não pensem em não dizer a verdade.

Depois de morto tornar-me puro?

Já será um pouco tarde!

 

No dia do meu enterro...

 

Tantas vezes fui mesquinho,

Muitas vezes até cruel.

A morte não me torna um santo,

E não tenho pretensão ao céu.

 

No dia do meu enterro...

 

Depois que já estiver morto,

Não se preocupem em me causar desconforto.

Apenas sejam extremamente verdadeiros

No dia do meu enterro!

 

Peterson Xavier



Escrito por Poemas de Peterson Xavier às 19h00
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Retrato de clown

No pé esquerdo tem um sapato

De uma textura qualquer.

No direito um pisante invocado

De quem anda como quem nada quer.

 

Anda como um moleque travesso,

Com muita graça e elegância.

Nas pernas tortas as meias do avesso,

Mostram os traços da infância.

 

As calças um pouco frouxas

Vestem o elegante mendigo.

Por vezes nos faz de trouxas

Esse alegre amigo.

 

A camisa bem colorida

Cobre ombros, braços e peito.

Isso sim! Isso que é vida,

Ser alegre de qualquer jeito!

 

Na cabeça o chapéu

Da o ar de maestria.

Mestre que veio do céu,

Maestro feliz da alegria.

 

No rosto tem o colorido

Sobre um branco arlequinal.

E pronto! Está concluído

Esse retrato de um clown!

 

Peterson Xavier



Escrito por Poemas de Peterson Xavier às 18h45
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Amor não é dor!

Ó todos vós tolos apaixonados!

Não sabeis ao certo o que é o amor.

Viveis a todo instante angustiado,

E alimentando sempre e sempre a dor.

 

Ó vós que viveis num constante sofrer,

E por vezes nem sabeis o que diz.

Vós que dizeis sempre que és infeliz,

E vives com vontade de morrer.

 

Digo a todos vós que o amor é diferente.

O amor é a riqueza dos pobres,

É um sentimento puro e nobre,

O amor é uma dádiva, o mais lindo presente.

 

O amor é uma delicadeza, traz alegria em vez de tristeza,

É o mais completo sinônimo de felicidade.

E se sois tão infeliz, digo-lhes com toda franqueza:

Não conheceis o amor de verdade.

 

Peterson Xavier



Escrito por Poemas de Peterson Xavier às 18h43
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Qem Sabe?

Não tenho certeza se o que escrevo é poesia,

Nem sei ao certo se sou poeta,

Não sei se componho de forma correta.

Expresso minhas tristezas e por vezes minha alegria.

 

Desnudo meus sonhos em meu verso mau escrito,

Todos os sentimentos e devaneios

Todas realizações e todos os anseios

Retrato com palavras pra que nada seja esquecido.

 

Eu não sigo regras sou poeta ao avesso,

Se é que sou poeta, se é isso que sou nessa vida,

Moleque travesso, menino maroto só.

 

Sempre fui só moleque travesso.

Garoto danado de rima atrevida.

Poeta? Não sei. Queria um mundo melhor!

 

Peterson Xavier



Escrito por Poemas de Peterson Xavier às 18h41
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Sampa Louca

São Paulo, grande selva de aço e concreto.

Norte, nordeste, sul e sudeste juntos no mesmo lugar.

Cidade tão grande de futuro tão incerto,

Terra onde se deixou de sonhar.

 

Cidade onde se proclamou a independência,

Onde o nosso país ficou livre.

Aqui onde estamos perdidos de nascença.

Aqui onde o povo somente sobrevive.

 

São Paulo de tantos acontecimentos,

Cidade de tantas batalhas.

São Paulo de areia e cimento,

Cidade de tantas migalhas.

 

Nomes de ruas de grandes figuras,

Que fizeram nossa historia.

Nomes que somente nas ruas,

Continuam na nossa memória.

 

São Paulo extensão do nordeste.

São Paulo é “Cabra da Peste”.

São Paulo é Paris, Londres, Japão...

São Paulo é País, é mais que Nação.  

 

São Paulo é pedaço de África,

São Paulo é América Latina.

Com todos é cidade simpática.

Aos poetas, inspira rimas.

 

São Paulo enorme senzala,

São Paulo gigante favela,

São Paulo, população dizimada,

Cidade de vidas na cela.

 

Grande São Paulo, tu és minha terra,

Tu és grande minha querida.

Espero que para nossa gente de guerra,

“Minha grande São Paulo”

Tu ainda ofereças uma saída.

 

Peterson Xavier



Escrito por Poemas de Peterson Xavier às 18h36
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Uma noite de lua

No céu as estrelas brilhavam

E a lua com um lindo sorriso

Cheio de mistério e feitiço,

A todos iluminava.

 

Iluminava as moças na praça

E os vira-latas vadios

Os mendigos em suas desgraças

Com fome, com sede e com frio.

 

Por iluminar tanta tristeza,

Com muita raiva e bem descontente,

 A lua então se ruborizou.

 

Olhei para o céu e tenho certeza

De que vi cair uma estrela cadente.

Foi uma lagrima do universo que rolou.



Escrito por Peterson xavier às 15h38
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Banquete burguês

Sentem-se e se acomodem na mesa de maldade

Ajeitem delicadamente o guardanapo de mentiras

Em seus pescoços infames.

Com uma grande colher de insensibilidade

Tomem grandes goles de uma sopa

Feita de mendigos com esparadrapos podres.

Com a faca da exploração

Cortem um suculento filé

Das costas de um operário suado.

Cuspam os meninos de rua no canto do prato,

“Para não se engasgarem”.

Para melhor  temperar

Adicione três pitadas de arrogância.

De indiferença, adicione uma colher de chá.

Saciem-se com as mazelas do mundo,

Um gole de mesquinharia pra ajudar a engolir

Cada pessoa que morre de fome.

Anunciem a sobremesa:

Um suflê de favelas e miseráveis que existem em nossa nação,

A  iguaria perfeita pra completar a refeição.



Escrito por Peterson xavier às 15h37
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Ao Carteiro e o Poeta

Não consigo dizer sobre o que vi,

Nem pensar em outra coisa

Se não no que eu vi,

A única coisa que sei é o que sinto

E o que senti.

Sinto-me agora como as ondas do mar,

Hora pequenas deitando suavemente

Seu véu de espuma sobre a areia branca,

Outrora grandes a bater sem cessar

Nas rochas duras.

Sinto-me ao mesmo tempo

Como as tristes redes de pesca...

Sentimentos... Sentimentos, são apenas sentimentos,

Mas através deles alguém compreenderá

Meus pensamentos

Não, não sou nenhum poeta,

Sou apenas um carteiro

Carregando a correspondência da vida

E aprendendo a viver.



Escrito por Peterson xavier às 15h36
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Todo meu amor

A ti eu devoto todo o meu amor,

Só a ti juro fidelidade a todo instante,

Eternamente sem vergonha sem dor

Nenhuma em dizer que sou teu amante,

 

Tu me deste a oportunidade de amar.

Queria que fosse eterno assim como o luar,

Mas como nada dura pra sempre

Que seja eterno enquanto durar.

 

Que dure o suficiente para muitas vezes me enamorar,

Para que eu possa em meu mundo invisível

De amores e fantasias, ainda muito sonhar.

 

Ah! Como eu queria a vida te devotar

Mas isso parece impossível,

A vida à própria vida? É difícil de se entregar!



Escrito por Peterson xavier às 15h36
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Hino Irracional! parte I

I

 

Ouviram no Brasil em toda parte

De um povo sofrido o grito atordoante,

E nuvens torturantes, cor de chumbo,

Escureceram o céu da pátria nesse instante.

 

O terror da desigualdade

Vai deixando nossa gente bem mais pobre,

Em teu seio tanta maldade,

Nos deixando muito próximos da morte!

 

Pátria explorada,

Abusada,

Salve! Salve!

 

Brasil, de sofrimentos, de conflitos

Onde o amor e a esperança desaparecem,

Olhando o céu cinzento e poluído

Todos desesperados fazem preces.

 

Gigantes as favelas e a pobreza,

Horrível é a nação roendo osso,

O teu futuro assim não tem beleza.

 

Terra explorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó abominada!

 

Dos filhos desse solo és mãe hostil,

Pátria errada,

Brasil!

 



Escrito por Peterson xavier às 15h35
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Hino irracional! parte II

 

II

 

Deitados nas calçadas, bem imundos

Mendigos dormem ao frio do céu profundo.

Fulguras, ó Brasil, na nossa América,

O retrato de que és terceiro mundo.

 

Mas que terra mais sofrida

Caixões aos milhares sem coroas de flores;

“Aos que ficam, sobrevida”,

“Subvida” aos que vivem “com horrores”.

 

Pátria explorada,

Abusada,

Salve! Salve!

 

Brasil de dor eterna seja símbolo

O lábaro que ostentas é tão falso,

E esse verde louro dessa flâmula

Esta ficando mais acinzentado. 

 

Mas, a justiça terá que ser mais forte,

E o povo não pode fugir da luta,

Mesmo que isso nos leve a morte.

 

Terra explorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó abominada!

 

Dos filhos desse solo és mãe hostil,

Pátria errada,

Brasil!

 

 



Escrito por Peterson xavier às 15h34
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Depende de nós!

Vamos olhar para frente,

Vamos pensar no futuro,

Deixar de ser egoístas,

E um pouco menos burros.

 

Olhe para o lado e me diga

Se esta tudo bem,

Não olhe só pra você

Observe aquele que nada tem.

 

Ainda que seja difícil

Pensar um pouco nos outros,

É preciso fazer o possível

Para ter um futuro menos doloroso,

É hora de parar, mudar

Já passou o tempo de melhorar.

 

Chamam-me de sonhador, maluco,

Por que acredito nos sonhos

E penso que podemos mudar,

Mas se tudo isso é loucura, doença

Desse mal não quero me curar.


 

 



Escrito por Peterson xavier às 15h31
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Depende de Nós

 

Infelizmente em nosso país,

Temos pasto apenas pro gado,

E nossas crianças e jovens

Morrendo de fome,

Estão nos faróis pedindo trocados.

 

Nós fechamos os vidros

Assim que se aproxima um “pivete”,

Alguns vendem balas ,

Outros vendem chicletes.

Outros ainda estão mais alem,

Já estão usando o canivete.

 

Assaltos e homicídios acontecem a todo instante.

Agora uma pessoa foi morta,

Por um menino assaltante,

Não era você defunto nem o menino, então: “de que isso importa?”

 

Mas, pare e preste atenção,

Talvez agora você se espante.

Olhe bem para suas mãos,

Pois elas estão cheias de sangue!

 



Escrito por Peterson xavier às 15h30
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Maldição

Maldito seja o mundo por permanecer como está, por permitir destruição injurias e tudo de errado que há.

Maldita seja a vida por ser do jeito que é: triste, árdua, não nos permite ver o futuro e às vezes você tem que ser o que não quer.

Malditos sejam os sonhos, que não podemos realizar, pois pensamos que está tudo bem e vem algo nos decepcionar.

Malditos sejam os poetas por escreverem idiotices, por serem os bobos que são e acreditarem em tantas tolices.

Malditos sejam os artistas que vivem de fantasia, que cantam, dançam interpretam de noite e falam da lua de dia.

Maldito sou eu por amaldiçoar tantas maravilhas, o mundo, a vida, os sonhos, poetas e principalmente os artistas.



Escrito por Peterson xavier às 15h29
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Sempre Quixote!!!

Na vida aprendi ser Quixote,Sonhando nas minhas andanças,

Sou guerreiro, cavaleiro andante, Sou alegre sou Sancho Pança...

A vontade é minha armadura, Minha arte é a minha lança. 

Vejo ainda o nosso futuro No olhar das nossas crianças,

Quase todas morrendo de fome Extinguindo nossas esperanças...

Mas isso não pode me abater, Isso não vai acontecer,

Mesmo que me derrubem no chão, Com o punho cerrado levanto a mão.

Derrotei feiticeiros, já domei dragão, E no poço profundo escapei da prisão,

Ninguém acredita, parece ilusão, Parece que é só alucinação.

Não quero, eu não sou herói, Sou apenas Quixote que a estupidez não corrói,

Sou humano cavaleiro andante, Vivo sempre o meu eterno instante,

Quando penso no futuro olho mais adiante.

Não quero a vida não como ela está, Eu quero a vida de um jeito que possa melhorar.

Eu tenho meu escudo, tenho minha espada, A vida é Dulcineia a vida é minha amada, Por ela faço o que for preciso,

Por ela luto bravamente, Pela minha Dulcineia,

A Dulcineia da minha gente, Eu luto, ando, canto, sigo em frente,

Foi ela quem resgatou o meu consciente Ela que me ajuda a seguir nessa torrente.

Sou Rocinante Corcel radiante, Sou Sancho Pança sou uma criança,

Pela Dulcineia tenho amor de epopéia, Sou Quixote andando, aprendendo, Vivendo lutando e sonhando... E o mais importante realizando!



Escrito por Peterson xavier às 15h28
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Palhaço do universo

Palhaço do universo

De um pedaço azul do céu, farei um macacão para vestir-me.

Da lua pegarei um pouco do brilho para maquiar-me.

Das estrelas farei grandes lantejoulas e pregarei uma a uma em minhas vestes.

E com os raios do sol nos lábios, farei malabarismo com os planetas,

para a alegria das crianças do universo.



Escrito por Peterson xavier às 15h26
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Recado à lua nova

Recado à lua nova

Que a lua nova de outros tempos não retorne tão cedo para tirar-me a claridade.

Que esse quarto crescente, que hoje se faz presente nessa noite que é a minha vida, continue incessantemente a preencher esse céu ainda de poucas estrelas.

Essa noite hoje é iluminada por essa lua que lembra um sorriso no azul negro do céu, e tende a crescer até que esteja no ápice de sua luminosidade.

E que essa lua cheia, firme-se intensamente até que o quarto minguante possa finalmente completar os quatro ciclos dessa vida, mas que esse ultimo ciclo só venha aparecer neste meu céu, quando os últimos sopros me forem concedidos e quando as mais belas estrelas apontarem no extremo do céu.

A lua nova então poderá reaparecer.

Depois desses quatro ciclos não me preocuparei com a lua nova me roubando a cheia e fazendo aparecer novamente a escuridão, pois terei já um céu repleto de estrelas que estarão prontas para iluminar novas vidas.



Escrito por Peterson xavier às 15h25
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Somos aqueles

Somos aqueles

Somos aqueles que acreditaram e lutaram por um ideal.

E sem duvida somos vencedores.

Sabemos que as batalhas da vida são muito dificeis,

mas mesmo assim continuamos sonhando.

E graças a esses sonhos nos tornamos cada vez mais fortes para enfrentar essas batalhas,

e essas batalhas nos dão a oprtunidade de acreditar nos nossos sonhos!

Peterson Xavier



Escrito por Peterson xavier às 15h25
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Medo

 

A imagem de uma figura sombria, que aparece em meio a penumbra por entre a fumaça das ruas sujas por onde trafego, é o que me amedronta. Sei que este ser é responsável pela sujeira em que piso, pois não se preocupa com a ponta de cigarro que despeja na sarjeta, como se a mesma não fosse fazer diferença em meio a tanto lixo. Não sente culpa pela miséria e pobreza de seu povo, mas é responsável por aqueles que governam.

Passo sempre apressado por aquele beco, pois tenho medo do que aquela estranha criatura possa me causar. Vejo em seus olhos ódio e rancor, e toda essa raiva é responsável pela minha dor e meu fracasso, se não houvesse tal figura seria eu um homem  bom.

Sim é este o responsável por tudo que há de errado em minha vida, e mesmo eu sabendo de sua culpa, tive medo de enfrenta-lo, e esse medo foi crescendo cada vez mais.

De fato, passei a ser um covarde, sempre fugindo daquele ser por medo, por puro medo. E esse medo foi aumentando, e me fazendo sentir uma angustia uma dor  que tive medo de não ter mais coragem.

Atravessei  a rua para encarar meu agressor, para enfrentar aquela que me dilacerava o peito, e quando me aproximei da criatura, e olhei nos seus olhos, comecei a sentir pânico, fiquei horrorizado com o que via, senti lagrimas escorrendoem meu rosto e o medo se encontrava no seu ponto supremo.

Pois quando me aproximei vi um ser egoísta, cheio de maldade e rancor. E quando olhei no fundo dos olhos daquele ser, percebi que me olhava em um espelho.



Escrito por Peterson xavier às 15h24
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Que Fazer?

Que fazer quando tudo parece perdido?
Que fazer quando desaparece a esperança?
Como lutar se já não tem força?
Como escapar das armadilhas do mundo?
Porque culpar a vida, se a vida é tão bela?
Porque preferir aceitar as mentiras?
Será que é pior procurar a verdade?
Será que esquecemos o que é a justiça?
Prefiro continuar acreditando nos sonhos,
acreditar que ainda existe saída.
Difícil mesmo é continuar como estamos:
miséria, fome, crime, castigo, corações que não batem mais,
sonhos que vão embora antes da hora, crianças deixadas pra trás.
É preciso fazer algo, mas o que?
Sei que existe saída, e encontra-la não é difícil.
Todos temos consciência, todos temos coração.
Usar a consciência e pensar com o coração.
Temos a formula, temos os ingredientes,
agora, só é preciso saber como utilizar tudo isso.
E para conseguir usar esta formula é preciso atitude.
Quando isso for possível, não perguntaremos mais:
O que fazer?


Escrito por Peterson xavier às 15h24
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Saudades

Sinto saudade do tempo em que crianças e cachorros não brigavam pelo café da manhã nos lixos dos restaurantes.
Que falta faz o tempo, em que se via as crianças pulando corda e jogando bola descalças nos campinhos de terra e cobertos pelo barro seco, e não como hoje, descalças da mesma maneira, sujas da mesma maneira, mas ao invés de bola... “cola”.
Sinto falta daquele tempo bom em que as pessoas não conheciam o ódio, não entendiam o significado da maldade.
Saudades eu tenho também, do tempo em que se podia passear pelos vales por entre os girassóis brincando com as borboletas sem se preocupar com o que os outros podiam pensar.
Tenho saudade da boa musica que se ouvia em outros tempos,dos bons livros que eram apreciados, das poesias que eram derramadas a luz da lua.
Mulheres de outra época como sinto saudade de vocês! Mulheres que lutaram pela igualdade, pela liberdade que as mulheres de hoje não dão valor.
Pessoas que lutavam pelos seus direitos, que não se calavam diante da hipocrisia, que defendiam a verdade. Diferente de muitos que hoje se apóiam na mentira. Também sinto saudades disso.
Sinto saudades do sonho, em que eu sonhava ter saudades de tudo isso que eu ainda não tive a oportunidade de ver!


Escrito por Peterson xavier às 15h23
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A alegria

A alegria

Conheci um homem que vivia com fome,sede,cansaço e muita tristeza.
Passava a maior parte do dia pensando em uma solução para tudo isso.
E assim ele perdia a manhã e a tarde,mas quando chegava a noite, ele tentava esquecer tudo nem que fosse só por aquele momento. Pegava sua pequena maleta e colocava bem lá no fundo seu medo, sua fome, sua sede e toda sua tristeza. Fazia isso e deixava a mala em um canto onde pudesse pegá-la mais tarde, pois já era a hora.
Quando chegava essa hora ele tinha que deixar de existir para dar lugar a outro ser.
Um ser maravilhoso, cheio de vida,divertido em cima de um palco.
Seu rosto tem um brilho, mas não é um brilho comum de tintas e pó, lembra o brilho da lua.
Suas roupas coloridas parecem vivas em meio a tantas piruetas e cambalhotas,saltos e tombos, é cômico; chega ser ridículo.
Até que chega a hora do ridículo sair de cena, é hora de pegar a mala, ele a olha, mas resolve deixá-la onde está.
Antes de sair de cena em sua ultima cambalhota, fixou os olhos na criança solitária da ultima fileira da platéia e viu um lindo sorriso, viu a verdadeira alegria, e o responsável por aquela alegria era ele, e que aquela criança destruiu toda sua incomoda bagagem.


Escrito por Peterson xavier às 15h21
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Malabaristas do Farol!

Malabaristas do Farol!
Como o mundo mudou.
Não vejo mais as crianças sujas na praça da sé.
Álcool e drogas parecem ter desaparecido.
Isso é estranho!
Policiais tratando as pessoas com educação,
Políticos honestos,
Onde está toda aquela podridão?
Isso é muito estranho!
Onde estão os malabaristas do farol?
O que?
Em uma escola de arte?
Isso está cada vez mais estranho!
Eu conheço aqueles homens sentados no “café”.
São mendigos que ontem imploravam por um pedaço de pão,
Hoje se fartam em um café!
Isso com certeza é estranho, mas é muito bom!
Não ouço mais o “neoforró”, o “axé music”,
Onde está a éguinha pocotó?
Isto está muito bom, e muito estranho!
Esperem! Ouço um som diferente!
Que barulho é esse?
Trimmmmmmmmm!
Ops!É meu despertador!
Já é hora de acordar.
Sabia que havia algo de estranho!
Estava bom de mais pra ser verdade!


Escrito por Peterson xavier às 15h20
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Insanidade!

Louco. Ser ou não ser? Eis a questão!
Será que sou louco?
Será que posso me considerar um louco,
apenas porque falo sozinho?
Ou será que sou louco,
por causa das palavras que falo e escrevo?
Ou ainda! Será que sou louco,
por não ser igual aos outros?
Não sei!
Loucura, loucura, loucura!Já sei!
Sou louco por que falo com loucos,
porque ando com loucos,
Sou louco porque...porque sou louco!
Em minha loucura ganhei muitos nomes:
Louco, doido, pinel, maluco, demente, alienado
alucinado, lunático, insano, biruta , tantã entre tantos outros.
Mas porque será que me chamam de louco?
Muitos me temem, porque? Eu não sei!
Acho que me tornei um louco quando deixei de lado a razão,
e comecei a agir com meus sentimentos.
Posso deixar essa loucura a qualquer momento,
mas prefiro não arriscar, pois sinto que me tornei uma pessoa melhor.
Portanto lembre-se sempre mesmo que padeça a razão,
Mantenha intacta a sanidade do coração.


Escrito por Peterson xavier às 15h20
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B.O

B.O

Boletim de Ocorrência

Um homicídio foi cometido. Parece que ninguém percebeu. Sem investigação, sem relatórios, sem perícia.
Um enterro sem marcha fúnebre, sem choro, sem velas, sem palavras de consolo.... Crime hediondo que não foi averiguado, os culpado friamente calcularam o ato, os cúmplices nem sequer notaram o crime cometido. O nome do cadáver é constantemente mencionado, mas sem homenagens, sem lembranças, sem relatos dos fatos heróicos, sem nem sequer ressaltar os seus valores.
Ninguém se indigna, não sentem sua falta, não se importam com sua ausência, ninguém se importa com o defunto...
O assassinato foi cruel... aos poucos a vitima foi decapitada, dissipada, dilacerada, triturada e jogada aos vermes.
O crime foi cometido em massa, o culpado foi identificado e com ele seus cúmplices, sem sentença para o culpado, porem os cúmplices sofrem constantemente pela omissão dos fatos.
O culpado permanece livre... os cúmplices estão sentenciados a perpetua escravidão do infrator.
Segue a ficha dos envolvidos:

CULPADO: SISTEMA
SENTENÇA: NÃO DECRETADA

CÚMPLICE: SOCIEDADE
SENTENÇA: SEREM ESCRAVIZADOS PELO SISTEMA ATÉ A TOMADA DE CONSCIÊNCIA

VITIMA: JUSTIÇA
LAUDO: MORTA BRUTALMENTE PELO SISTEMA, DILACERADA LENTAMENTE. FOI SUBSTITUÍDA POR UM CYBORG DE NOME IGUAL, MAS SEM OS MESMOS PRINCÍPIOS.



Escrito por Peterson xavier às 15h19
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P de Pobre

P de Pobre
 
Pobre país, pacato, pacifico, perdido pela podridão do poder,
por políticos passivos.
Política, policia, palácio, palanque...Pura palhaçada.
Pobres presos, pancada, porrada, pólvora, pânico,
pescoços pisados,peito palpitando pouco perfurado pelos patifes.
Pelotões, piquetes! Pra quê?
Pra proteger? Pra prender!
Prostitutas! Preço pago? Pouco.
Parem, pensem!
Por que permanecem políticos pérfidos possuindo poder?
Prepotentes, preconceituosos.
Pergunto: Por quê permitimos?
Parecemos pelegos.
Precisamos parar. Protestar, pois parece piada.
Perecemos pouco a pouco. Procuremos panacéia.
Precisamos pelejar, permanecer piegas.
Paralisar poderosos, palmatória para pilantras,
Poder para o povo pobre. Procuremos a paz.
Precisamos permanecer passeando pela penumbra?
NÃO!!!


Escrito por Peterson xavier às 15h18
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Um Dia

Ainda chegará o dia em que o homem será bom com o homem,
para com os animais, e para com o mundo.
E só então o homem será bom para si próprio.
Ainda chegará o dia que as mascaras sociais não serão mais necessárias,
que todos serão honestos,livres de maldade e falsidade,
e quando esse dia chegar saberemos que se extinguiu a hipocrisia.
Esse dia vai chegar,
e só então todos conhecerão a alegria.
Ainda chegara o dia que a única preocupação do homem,
será a de não ter a certeza de que cumprimentou todos aqueles que em seu caminho.
Ainda chegara o dia em que as crianças terão um futuro garantido,
os adultos paz e os idosos tranqüilidade.
Ainda chegara o dia em que não precisaremos mais esperar por esse dia.


Peterson Xavier.


Escrito por Peterson xavier às 15h17
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, VILA VERDE, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, Zulu


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